A eterna “bad girl” pop americana volta com um novo album rock e baladas, “Funhouse”. Nele, ela conta as etapas sentimentais de seu divórcio com Carey Hart, o campeão de motocross.

“De manhã eu acordo por volta das 11h, e eu vejo o oceano da minha janela. Há 6 meses eu me mudei para Malibu. Logo quando acordo, eu medito e faço yoga. Eu tinha muito medo da meditação por causa da minha agitação – sou como um aparelho de som portátil ligado direto no volume 10 – até o dia em que eu fui em um retiro à Canyon Ranch, em Tucson (Arizona) e um professor me ensinou a meditar e a me livrar de todos os pensamentos pesados. Fez um click na minha cabeça. Eu também corro na praia e faço caiaque. Chegando em Malibu, eu tinha dois medos: da solidão – porque eu me separei em fevereiro e tinha esquecido como é ser solteira – e dos tubarões. Eu sei, é meio bobo, mas, dentro da água, eu fico lembrando do filme “Les dents de la mer”. Como eu não queria deixar de entrar no oceano, eu decidi vencer essa fobia. No primeiro dia, eu fui passear com uma amiga grávida. Eu estava morrendo de medo, até que um golfinho fêmea, tambem grávida, e uma outra, acompanhada de seus bebês, vieram nadar ao nosso lado; era como se elas quisessem nos proteger. Minha amiga pulou do caiaque para nadar com elas. E esta visão pacífica me curou da minha fobia.

Lá para o meio dia, eu preparo meu café da manhã. Eu faço aulas para cozinhar em todo lugar onde vou – em Toscana, no México – eu deveria me casar com um chefe! Eu cozinho comida mexicana, ou omelete com tomate, melão e basilic bio (tempero). Depois eu leio meus e-mails. Eu não faço nada de criativo antes das 17h. Eu sou da noite. No final da tarde eu vou trabalhar no estúdio. Para mim, uma música deve ser escrita em 5 minutos ou então nada. Eu praticamente as ‘vomito’ é por isso que minhas músicas acabam sendo meio infantis e não muito poéticas. Depois do trabalho eu encontro com meus amigos. A gente abre uma boa garrafa de vinho, mostramos as roupas que compramos, tocamos violão, refazemos o mundo. Antes eu só tinha amigos gays e lésbicas, agora, eu vejo muitas pessoas diferentes e de todas as idades: um agente imobiliário, um produtor de cinema de 55 anos, um autor-compositor, etc. Com o Carey eu ficava concentrada em nós dois. A gente realmente se amava, mas nós crescemos com uma imagem negativa do casal, e isso não ajudou na relação. Durante toda minha infância, eu ouvi minha mãe dizer ao meu pai: “Vai se f***! Nós não precisamos de você”. Fui eu quem teve a idéia do casamento. Eu realmente não sei porque eu tive essa idéia bizarra. Talvez porque meus modelos são Goldie Hawn e Kurt Russell, Tim Robbins e Susan Sarandon, Johnny Cash e June Carter, casais que escolheram ficar juntos à cada dia e isso sem obrigação. Carey e eu continuamos a ser bons amigos.

Ele até participou do clipe “So What”, do meu último album, onde eu o trato como uma ferramenta que eu usei. Ele nunca tinha ouvido a música, mas ele achou legal. Ele me respondeu: “Eu não sou uma ferramente, e eu sei que você me ama”. Mas ele fez o clipe. Nós temos uma relação muito jogo limpo. Ele nunca me traiu, ao contrário do que dizem os tablóides. Eu não vejo o porquê de trair de qualquer forma. Se você quer ir com outra pessoa, vá… mas seja honesto a respeito disso. Minha memoria é tão ruim, que eu seria incapaz de mentir, eu esqueceria algum detalhe que me trairia… Para jantar, eu não vou muito em restaurantes. E eu prefiro dançar com meus amigos sobre minha própria mesa do que sobre às dos clubes da noite de Los Angeles. Minha mesa é otima. Eu vi a mesma em um castelo toscano. Eu tirei uma foto e um amigo fabricou uma pra mim, em madeira reciclada, com bancos. La pelas 4h da manhã eu vou me deitar. Eu posso dormir apenas quatro horas e ficar super em forma, ou dormir dez horas e ficar super cansada. No avião eu converso com alguém, e do nada eu durmo no meio de uma frase. Á noite eu sempre tenho sonhos ou pesadelos íncriveis e eu conto pra todo mundo no dia seguinte.


Tradução: Mayara

Anúncios