Tradução da Mayara da revista do McDonalds.

Pink, a conquistadora

Recém-separada de seu marido Carey Hart, a rock star enfrenta a dor compondo o seu álbum “Funhouse”. Podemos achar singles agressivos (“So What”, “Bad Influence”), mas também mais faixas maduras ( “One Foot Wrong”, “Crystal Ball “).

Revista – Temos a impressão que você compôs esse album rapidamente após a sua separação com Carey Hart. Você escreveu todas as músicas de uma vez?

Pink – Quase. Escrevi 32 ao todo, em um período de 5 meses. Depois nós fizemos a seleção. Tudo dependia do meu estado emocional, do dia-a-dia, quando eu chegava no estúdio.

R – Você se expôe mais do que nunca nas letras…

P – Eu sempre coloquei músicas pessoais nos meus albuns, mas é a primeira vez que são tantas e que eu me mostro em uma posição mais vulnerável.

R – Você teve reações negativas à sua musica “Dear Mr. President”?

P – Estranhamente não muitas. Essa música foi vaiada apenas uma vez durante toda a minha turnê mundial, em Anaheim, Califórnia. Na verdade, havia mais controvérsia em torno de “Stupid Girls”. Isso não me incomoda, pelo contrário. Melhor ainda se isso lança um debate, e se as pessoas têm opiniões, é bom.

R – No clipe “Stupid Girls” você encarnava, entre outros, um personagem político. Se Arnold Schwarzenegger é governador da Califórnia, então por que não você um dia na política também?

P – Oh não, isso não é pra mim. Acho que para chegar ao topo da escala, nesse meio aí, deve-se fazer compromissos que não são da minha natureza. Eu não sou muito diplomática… Tenho opiniões demais para fazer política. Mas eu ponho meu voto na urna, e falo através das minhas músicas. Isso também conta.

R – Quem sabe os políticos tenham inveja da sua liberdade de expressão…

P – Sim, talvez. A música é um vetor muito poderoso.

R – Quem eram seus ídolos quando você era pequena?

P – Cyndi Lauper, Madonna, Janis Joplin, PJ Harvey, The Mammas and the Papas… Eu ouvia de tudo,sinceramente. Oh! E Bette Midler claro, adoro ela! Eu tive a oportunidade de cantar “The Rose” com ela, foi mágico. É uma das poucas pessoas que eu cruzei cuja presença ilumina a sala quando ela entra.

R – Entre suas tatuagens, tem essa com uma lâmina sobre o seu pulso… Qual é o seu significado?

P – Tem a palavra “Insecurity” logo ao lado, o que é importante. Porque é a insegurança que nos mata. Essa é a mensagem. Se você entra numa sala cheia de pessoas que te odeiam, por exemplo, você não pode deixar que elas te atinjam. O que elas pensam de você não é tão importante.

R – Você co-produziu o clipe do grupo “The Pretty Boys”. Você se veria como produtora ou diretora de um gravadora?

P – Ah, você sabe, esse negócio de gravadora acabou. A menos que você já esteja bem instalado na sua carreira, sera cada vez mais díficil de ganhar a vida no meio musical. Sera mais um hobby. Agora tudo passa pelo Facebook, MySpace e YouTube.

R – Mas tudo tem um preço: os instrumentos, os materiais, os vídeos…

P – Eu conheço pessoas que fazer albums geniais sem ter um centavo. Isso te obriga a ser criativo de um outro jeito.

R – Você passou em Paris no verão passado somente para fazer compras?

P – Dei uma volta na Colette, sim, mas esse não é o meu único centro de interesses. Eu andei muito, conversei com as pessoas… Porque eu estou tendo aula de francês e eu realmente quero praticar. Na verdade eu queria mudar para Paris, daqui a 3 ou 4 anos. Eu amo Montmartre e Le Marais.

R – Sério? Verdade?

P – Sim, eu amo a atmosfera aqui. Eu quero falar fluentemente francês e espanhol. Me dou 6 anos.

R – Tudo bem, você não escolheu chinês!

P – (risos) É, isso mesmo! Mas eu tenho uma amiga que fala muito bem chinês, ela fala varias línguas na verdade, eu a admiro. No sistema educativo americano, não somos obrigados a aprender uma língua estrangeira. É lamentável.

R – Você participou de uma campanha contra o câncer de mama. Você ficou comovida com o que aconteceu com a Kylie Minogue?

P – Sim, mas ela não é a unica. Melissa Etheridge, Christina Applegate… Dá medo!

R – Você colabora com a associação PETA, para os direitos dos animais. Vimos uma foto de você com um golfinho. Um amigo próximo?

P – Foi no Sea World, na Austrália. Não gosto do conceito de jardins zoológicos, mas neste lugar as crianças são mais sensíbilizadas à vida do oceano … Foi o meu primeiro contato com os golfinhos. Eles são super fofos. Temos que tomar cuidado com a pele deles, que é muito frágil. Quando você encosta neles, o contato é como…uma bola de baseball toda molhada, podemos dizer. Aprendi que eles tambem funcionam em casais, como os humanos. A tal ponto que se um golfinho é capturado em uma rede, a namorada, ou namorado, se deixa ser capturado junto. Louco, né?

Anúncios