A franca garota punk Pink já estava na mergulhada em polêmica antes mesmo de chegar ao ARIA. Mesmo depois do divórcio, ela prova que ela não perdeu nada da sua rispidez.

A cena: Bastidores do ARIA Awards no fim de semana passado.

Do lado esquerdo, A cantora pop destruídora das paradas, Pink. Do lado direito, as gêmeas de Brisbane, The Veronicas.

A história é essa: Uma estação de radio de Sydney lançou uma entrevista antiga das The Veronicas aonde as garotas supostamente disseram que queriam estrangular Pink, aparentemente por causa das similiaridades entre as a música delas “4Ever” e a de Pink “U and UR Hand”, as duas co-escritas por Max Martin.

Pink chega à Austrália para o ARIA e escuta a entrevista e tira as luvas.

“Minha coisa favorita é ter um problemão,” Pink diz, renovada por um sono depois de uma ressaca pós-ARIA, que viu ela se exceder, se embebedar e sobreviver a todas as estrelas pop australianas.

“Eu tenho que me lembrar se comi bife ou não, elas estão falando m***a.”

Sabiamente, as irmãs Origliasso (uma rajada de vento as derrubaria), esclareceram que elas não eram apenas contra Pink, a amavam e não disputavam com ela.

“Eu disse ‘Eu ouvi no rádio vocês dizendo que queriam passar por cima de mim’,” Pink rebate. “Mas elas eram realmente doces. Estava tudo bem. E fiquei tipo, ‘Garotas, garotas, nós precisamos sair juntas, não é tudo sobre essa m***a de papo furado de competição.”

Pink teve um momento ARIA que não tinha nada com gêmeas magras. A perfomance da número um no mundo “So What” viu até mesmo as mídias cínicas caírem aos seus pés – Algo que não aconteceu para nenhuma das performances locais.

Havia muito amor no lugar pela primeira vez num show de premiação – E Pink sentiu isso.

“Esses shows não costumam me afetar muito. Eu sou uma observadora na maior parte do tempo. Mas no ARIA eu estava muito presente e orgulhosa e muito feliz. Essas coisas costumam ser meio raras e estranhas. Eu geralmente sou menos favorecida, a excluída, a que é convidada no último minuto porque eles querem alguém louco.”

O prêmio do mês passado da MTV teve sua dose de loucura quando num tom de bege, Pink brilhou numa cena falsa de filme em que ela escorregou de uma sacada, empurrou alguém pelas escadas, detruiu uma janela que começou a pegar fogo e esacapou de explosões de artifício – Tudo enquanto cantava ao vivo. Isso não é Britney Spears.

“Eu comprei a loucura,” Pink diz sobre seu show da MTV de roubar a cena.

Não incomoda ela ser o acordo da música da indústria em controvérsia?

“Eu nem penso sobre isso. Eu apenas apareço, me divirto, faço coisas e vou embora.”

“E no caso do MTV Awards foi missão cumprida. Aquele show escolhe se concentrar nas coisas mais chatas por aí. Katy Perry e as Ting Tings eram as coisas mais excitantes e eles tinham 30 segundos cada e Jonas Brothers tinha 5 minutos. Eu passei a maior parte do show do lado de fora. Minha mãe estava dentro e meu lugar estava do lado do Kid Rock.”

A performance ajudou “So What” a se tornar o primeiro single número 1 americano de Pink.

“Depois de tanto tempo isso parecia certo,” Diz Pink. “ Isso parece irônico também.”

A ironia? Dois anos atrás a carreira dela nos Estados Unido não estava apenas em estado de vida ou morte, mas também virtualmente fora de operação.

A América Central não estava gostando de um álbum (I’m Not Dead) que atacava a cultura das celebridades (Stupid Girls) e George W. Bush (Dear Mr. President) antes de ser de prache.

Enqüanto ela estava lotando estádios no restante do mundo, nos Estados Unidos ela estava renegada a ajudar Justin Timberlake em um show anode ela insistiu para incluir Dear Mr. President, negando o conselho de não cantá-la.

Pink, ao contrário, estava concentrada no Mercado que a queria – em particular a Austrália, onde “I’m Not Dead” vendeu mais de meio milhões de cópias e criou um Michael Jackson – com 7 singles-hit e uma turnê que eventualmente teve oito semanas e vendeu 307,000 de tickets.

A feminista U + UR Hand levou cerca de um ano para finalmente se tornar um hit Americano, tardiamente levantando as vendas de “I’m Not Dead.”

Who Knew foi re-lançada, se tornando um hit adormecido (ajudado pelo fato do American Idol ter pedido para ela mudar de “U + UR Hand” para “U + UR Heart” quando elas performace no show; ela recusou e no lugar cantou Who Knew).

“Levou um ano e meio para ‘U + UR Hand’ se sair bem na América, isso é tão eu, tão fora de hora,” Diz Pink. “Eu gosto dos jeitos que as coisas vêm acontecendo. Eu gosto do fato de os constantes estarem sempre lá – Alemanha, o Reino Unido e Austrália. Está bom pra mim. Eu provavelmente passaria muito mais tempo na Austrália do que em Omaha.”

Em 2008 ela é uma estrela global novamente, em cada território na mesma página com o novo álbum Funhouse.

Isso acontece num tempo em que o foco em sua vida pessoal nunca foi mais intenso; ela anunciou sua separação do marido Carey Hart em janeiro, depois de dois anos de casamento.

A maioria dos artistas pediriam ao mundo por privacidade.

Pink escreveu uma música, ‘So What’, sobre a separação, e depois pediu a Hart que aparecesse no vídeo.

“Novamente gostando de ter um problemão,” Pink diz. “Eu faço primeiro, eu tiro sarro de mim mesma antes que qualquer outro faça. Eu amo esse vídeo. Carey é um garoto tão bom por fazer isso. Nós continuamos amigos. Sempre seremos amigos. Isso confunde qualquer um, inluindo nós e nossas famílias, mas há amor ai.”

“Às vezes isso não funciona. Eu sou uma cigana.”

Pink diz que sua gravadora apontou os dedos para ela durante as reuniões iniciais para discutir o Funhouse.

O fim do casamento continuava recente e Pink estava se sentindo insolente.

“Eles acharam que eu estivesse pra desmoronar e começar a chorar e bater minha cabeça na mesa,” ela diz.

“A primeira gravação foi meio dark, e eu poderia dizer que a gravadora estava estava nervosa. E então eu disse pra eles “É realmente dark, não há batidas e não há refrões, é apenas essa incrível longa canção’. E seria chamado de Heartbreaker is a Motherf—er’ . Eu estava brincando. Mas eu provavelmente teria chamado o álbum assim. Mas não um CD somente sobre rompimento. Há dor, mas também há diversão. É por isso que é chamado de Funhouse. Nada como se parece.”

Quer dor? Tente “I Don’t Believe You – Discutivelmente a coisa mais dolorosa que Pink já lançou.

“É como se você estivesse lendo o diário de outra pessoa quando você não deveria ler,” diz Pink.

Ela está certa. As letras falam dela e de Hart se golpearem e capturam a realização da crescente separação deles com linhas de desespero como “the passion’s there, so it’s gotta be right – right?”

“Sim! Essa é a maior, essa é a melhor,” ela diz. “Eu lembro que quando eu primariamente terminei os vocais eu olhei para o teto e eu estava aos prantos. Eu pensei: ‘M***a, eu realmente vou lançar isso?’ Mas eu tive um momento tão lindo com Carey nessa canção. Eu cantei pra ele e ele se comoveu com ela. É vulnerável. Eu posso ser agressiva e ruim, mas também posso ser a pessoa mais sensível do mundo. Essa música é essa lado meu”.

Pink diz que nada estava fora dos limites quanto as canções de seu casamento com o campeão de motocross.

“Eu sinto como se eu não tivesse nenhum botão de edição e de vez em quando eu gostaria que eu tivesse. Eu acho que a diferença de coisas como Family Portrait (Música de 2002 de Pink sobre o divórcio dos pais) e isso é que eu tive dez anos para processar e falar sobre aquilo, e agora as coisas que eu falo neste álbum são recentes, eu ainda estou passando. Com a cultura dos tablóides é assim que acontece, eu vou enfrentando o meu divórcio na frente do mundo todo, de qualquer forma, então, eu tenho que fazer isso bem, completamente nua. Mas eu sou grata por eu ter como colocar pra fora um pouco dessa m***a, é minha terapia.”

Pink tem como seus músicos terapeutas, co-escritores – Max Martin, Billy Mann and Butch Walker.

“Fez sentido pra esse CD, eu trabalhei apenas com amigos, pessoas que eu estaria completamente segura junto e simplesmente seguir em frente (Faz mímica de gotas de suor).”

Martin produziu o pop de “So What” e visitou novamente “Who Knew” na carinhosa “Please Don’t Leave Me.”

Isso produziu um início para Pink – um refrão gentil.

“Eu percebi que eu tinha uma fórmula – versos macios e refrões pesados – e minha voz é cheia de raiva pra isso”, ela diz. “Então para aquela canção eu segui um caminho inverso, com um refrão realmente calmo e então quando eu estiver realmente rouca minha voz pode ter um descanso. Mas eu tenho que trabalhar no que fazer com as minhas mãos quando eu cantar esse refrão agora.”

Houve importantes colaboradores – incluindo Kylie/James Morrison/Adele criador de hits Eg White.

Parecia original no papel e Pink diz que sentiu a origininalidade na pessoa também.

“Ele é excêntrico, ele é totalmente liderante. Ele é insano, clinicamente provável, e funcionou para mim, porque eu também sou. Co-escritores funcionam ou não. Nunca há alguém no meio. A primeira hora em que estivémos juntos eu queria sair de lá de qualquer jeito, nossas energias eram tão diferentes. Então, depois da primeira hora eu queria mudar para sua casa e morar lá! Eu amo a canção que nós escrevemos, ‘One Foot Wrong’. Nós escrevemos um pouco, mas não estaca completamente terminada. Eu amo aquela alma de amor antigo que ele conseguiu. Eu provavelmente poderia fazer um CD de blues, mas eu gosto muito de zoar pra fazer isso.”

“Mesmo minhas gravações favoritas são totalmente previsíveis, da mesma coisa todo o caminho – como AC/DC, Carla Bruni, Sade e Mazzy Star – aonde você sabe que você está indo tentando e eu coloco isso tudo pra dentro.”

Assistente do Timbaland, Nate ‘Danja Hands’ Hills (quem escreveu o Gimme More de Britney Spears) trabalhou no Segundo single do album, “Sober.”

“Eu escutei essa faixa e foi como se “Vamos abrir uma garrafa de vinho, ficar bêbados e escrever uma música chamada Sober,” Pink fala.

Enqüanto a sobriedade nem sempre é amiga de Pink, ela vem numa longa jornada desde seus dias negros com as drogas.

Um jornal do Reino Unido a citou ela como dizendo ter sido “Amy Winehouse de dez anos atrás.”

“Eu não citei isso,” Pink esclarece. “Eu estive lá, mas não fui tão longe, é por isso, provavelmente, que eu ainda estou aqui. A diferença é que ela tem os paparazzi a seguindo. Eu não invejo o lugar dela. Eu não estou impressionada com a humanindade nisso tudo, o jeito que as pessoas se envolvem na vida dos outros. É como Britney. Eu estou tão feliz de ela conseguir uma música número 1 na América novamente e que ela esteja no topo do mundo. Eu espero que ela esteja se sentindo bem. Ela é uma doce garota. Eu não conheço Amy, mas eu desejo seu bem. Eu espero que ela lance outro, sinceramente, se for o melhor pra ela.”

Nesse meio tempo, há uma outra turnê mundial de Pink para começar.

Depois das acobracias nas cordas, beijos em garotas, exposição da alma, agressividade ao Presidente na turnê “I’m Not Dead” (a maior turnê australiana por uma cantora feminina de todos os tempos.), o que Pink vai fazer agora?

“Eu tenho que dar passos. Tem que ser algo maior, algo mais perigoso, algo que eu não tenha feito antes. Eu amo coisas acrobáticas e essa é a Funhouse Tour, então temos que ter muito trabalho nesse sentido.”

Cada turnê australiana tem visto Pink continuar a tatuar seu corpo com seu tatuador favorito de Melbourne.

No entanto, pele dela deve ser salva dessa vez.

“Eu não acho que eu goste de tatuagens,” Diz Pink, olhando para baixo para cada membro e para suas abundantes tatuagens.

“E eu não acho que gosto de caras com tatuagens agora. Eu esqueço que as tenho. Esqueço que as pessoas as vêm quando me olham. Mas eu acho que eu tenho uma boa quantidade! Imagine você, Eu estou dizendo que eu não estou certa se eu gosto de tatuagens e que eu provavelmente terei minha meia manga (de roupa) terminada cedo.”

Tradução: Juh Brilliant.

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