Quando Pink lançou seu album “I’m Not Dead” em 2006, ela recebeu críticas pela canção Dear Mr. President, na qual ela ataca o presidente dos EUA George W. Bush e alguns de seus policiais.

Pink retorna com um novo album, Funhouse. O CD acompanha o single esmagador “So What” – uma música lançada mês passado que alcançou o topo das paradas no Canadá, Nova Zelândia e Austrália e também foi seu primeiro número 1 na Billboard Americana no Hot 100.

Diferente de Dear Mr. President – aonde ela atira suas flechas numa figura política à distância – “So What” nos leva à separação e divórcio da cantora do corredor de estilo livre de motocross Carey Hart, anunciados no começo desse ano. Eles dois se casaram no início de 2006.

“Eu acho irônico que esse tipo de assunto interesse e seja meu número 1,” Pink disse durante uma parade promocional no Canadá no final de Setembro. Fingindo falar ao telefone, ela acrescenta: “Obrigada, Carey!” Pink diz que “So What” é originada do trabalho com Max Martin e um amigo seu de Stockholm. De lá um “Ou realmente divertido ou realmente irritante” som de guitarra repetido se desenvolveu.

“Então eu cantei, ‘I guess I just lost my husband, I don’t know where he went.’ E eu, tipo: ‘Isso foi engraçado, não é?’ E todo mundo, tipo, (Ela deixa o maxilar cair para uma expressão de choque). Então eu pensei ‘Nós estamos cientes de alguma coisa, porque vocês estão com medo.’ E continuei. Quero dizer, a música é uma brincadeira – Estrela de rock com movimentos de rock. É muito mal feito, mas é tão divertido também.”

“Eu soube que quando estava me divertindo cantando na frente do espelho e continuei rindo por uns dois dias depois que eu poderia deixar isso rolar e ver o que as outras pessoas pensariam. E eu continuo achando que é a canção mais enjoativa que eu já ouvi ou realmente muito divertida.” Pink diz que quando Hart ouviu pela primeira vez que ele simplesmente girous os olhos, mas não se preocupou em discutir.

“Ele sabia no que ele estava entrando 30 anos e meio atrás” ela diz, rindo. “Eu não tenho deixado ninguém louco. Ele é realmente um bom garoto”

“Isso ajudou nós dois, porque nós tivemos que compreender como nós poderíamos ter uma relação de amizade realmente, realmente saudável. Na verdade nós podemos continuar rindo juntos, enchendo o saco um do outro, girando os olhos e jogando nossas mãos pro ar e no fim do dia isso ser bom – Nós somos sólidos.”

O que também é sólido é a ética de trabalho de Pink para a gravação de cada novo álbum. Ela diz que tinha 42 músicas terminadas para o “I’m Not Dead” antes de definir quais iriam ficar na listagem final de músicas. E para Funhouse, ela teve aproximadamente de 30 a 35 músicas até então.

“É como se libertar das suas crianças: ‘Eu gosto daquele lá também, mas eu vou deixar essa morrer’” ela diz sobre a escolha de faixas dos álbuns. “O bom é que agora os outros países querem músicas bônus e B-sides, então sempre há uma casa para as outras crianças.”

Musicalmente Funhouse está completamente fora de lugar. Os estilos variam da balada de cordas “I Don’t Believe You”, para o pop amigável das rádios como “Please Don’t Leave Me” e a música título do álbum, para a mais calma, com levada country “Crystall Ball”. Pink diz que o som do album é resultado de alguns dos confrontos que ela estava passando emocionalmente.

“Criar novas músicas é a minha parte favorita, mas eu tenho uma agonia persistente e alegria em todas as gravações,” ela diz. “Eu sou sempre uma pessoa defensiva, sobrevivente e orientada. Eu acho que quando eu estou escrevendo músicas é minha chance de ser vulnerável.”

“E fico inútil quando estou feliz. E encontro um monte de outros artistas, pintores, cineastas, escritores que são do mesmo jeito. Eu escuto isso de monte. Eu não me encontro sozinha nessa, essa felicidade é inútil como uma emoção.”

Pink planejou passar o resto do ano promovendo Funhouse, com uma pequena performance em várias cidades. A turnê oficial começa na Europa em fevereiro, e ela diz que espera tocar no Canadá com maior extensividade dessa vez.

No momento, os fãs estão curtindo o album e o video de So What, que traz Pink sem seguir um estilo exatamente.

“Foi tão divertido, meio amargo, mas realmente divertido,” ela diz. “Eu realmente trago a loucura para a mesa. Como você não pode dirigir um cortador de gramas na Sunset Boulevard enqüanto as pessoas estão te xingando? Eu sei como passar minhas manhãs de segunda-feira.”

Como Pink é uma resoluta patrocinadora da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), uma pergunta deve ser feita: Nenhum animal pequeno acidentalmente se machucou no caminho do cortador de gramas?

“Definitivamente não”. Ela diz sem emoção facial. “Nenhum animal jamais seria machucado para fazer esse clipe.”

FATOS DE PINK:

– Nome: Alecia Beth Moore
– Nacimento: Dia 8 de setembro de 1979 em Deylestown, Penn.
– Primeira banda popular: Choice (O trio de R&B que contribuiu para a música Key To My Heart do esquecido filme de 1996, Kazaam, de Shaquille O’Neal.)
– Músicas marcantes: There You Go, Get The Party Started, Trouble, Just Like A Pill.
– Tattoos: Aproximadamente 22, incluindo vários símbolos japoneses, dragões, código de barras, espada afiada e retrato do seu cachorro.
– Citação memorável: “Quando eu estava na sétima série minha mãe me pegou fumando cigarros e para me punir ela me fez fumar o maço todo. Tudo que isso fez foi me deixar de saco cheio, porque eu não queria mais fumar.”


Fonte: lfpress.ca
Tradução: Juh Brilliant

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