Pink gosta de se despir, em todos os sentidos. Ela é conhecida por mostrar sua alma em músicas extremamente pessoais, revelando seus medos mais escondidos, preocupações e desejos.

“É difícil conhecer alguém que de repente tira toda sua roupa e diz “Ok, aqui estão meus defeitos” diz ela sobre o processo de compor.
“E é bem isso mesmo que você faz quando escreve uma música comigo.”

A honesta superstar americana chega em Sydney essa semana para o 2008 ARIA Awards que acontecerá no domingo à noite. Ela fará uma performance e apresentará alguns prêmios – e não tenha duvidas que ela fará uma participação incrível.

“É engraçado – nas minhas festas as pessoas gostam de tirar a roupa.” Diz ela.

“Eu não sei por que. Uma vez uma das garotas do American Idol apareceu na minha casa, arrancou suas roupas e deu um mortal na minha piscina”.

Esses são os 2 lados da mulher que nasceu como Alecia Beth Moore: a tatuada, que surgiu como a garota festeira de Get The Party Started e Feel Good Time e a séria, sensível cantora e compositora que nunca teve medo de mostrar seus medos, cicatrizes e pontos de vista em musicas como Family Portrait, Dear Mr President e Leave me Alone.

Ambos os lados estão no show do seu quinto CD, Funhouse, o título ela diz que é uma metamorfose para vida e amor.

Depois de uma longa sessão com a imprensa americana que pressionou muito sobre seu divórcio com o competidor de MotoCross Carey Hart, Pink está mais empolgada com o território australiano.

E por um bom motivo: A Austrália ama a Pink.

O ultimo CD I’m Not Dead, vendeu mais de 600 mil cópias no país, ficou entre as 50 mais nas paradas da ARIA por mais de 1 ano e conseguiu o topo com 5 singles. A turnê de 2006 lotou as 33 apresentações no país.

“Australianos são tão mais fáceis. A gente se dá muito bem. Eu sempre me sinto muito confortável lá.”
Não há nenhuma timidez sobre sua separação com Hart, com quem casou em janeiro de 2006. Não quando o início da música So What diz “Acho que acabei de perder meu marido, não sei pra onde ele foi.”

Com outras canções incluindo Don’t Leave Me, I Don’t Believe you e Mean, é claro que coração partido está na cabeça dessa mulher de 29 anos, mas ela insiste que Funhouse é muito mais que um CD de fim de relacionamento.
Até mesmo a separação foi algo não convencional para a cantora. Pink diz que Hart e ela ainda são amigos, e esquecendo a dor e a perda ela conseguiu convence-lo a participar do clipe de So What.

“Ele me conhece mais do que qualquer um e ele sabia como seria esse CD e sabia também no que estava se metendo há 6 anos atrás.Ele é o meu amor sabe? As pessoas ficam confusas com a gente, nós somos confusos pra gente, mas somos bons, somos sólidos. Eu sou amiga de todos os meus ex, ainda há amor de qualquer maneira, se você foi amigo antes, consegue ser amigo novamente.”

Enquanto ela pensa em casar novamente, Pink diz que é ambivalente sobre essa constituição, citando casais como Kurt Russel e Goldie Hawn como modelos.
“Eu acho que você deveria ficar junto de alguém porque você quer, não porque você fez algum voto embaixo de uma árvore e assinou um pedaço de papel. Eu apenas amo amar, não acho que é preciso um pedaço de papel.”

As vezes a raiva e a dor que Pink sente e só mostra através de suas musicas machucam as pessoas próximas a ela. Os pais se divorciaram quando era jovem e ela começou a escrever como uma adolescente se sente assim. Ela se apresentava em bares na Philadelphia com 13 anos e com 15 começou a usar drogas. Ela diz que ainda sente o ódio que sentia quando era adolescente mas que agora sabe como direcionar para a música.

“É muito mais focado. Antes eu estava brava com o mundo todo, agora eu estou brava com apenas a maioria dele. Eu perdoei certas pessoas. Eu me divirto muito mais agora, eu extravasei muita raiva através dessas musicas”.

Family Portrait, do seu segundo CD Missundaztood, é o porta retrato de uma família em ruínas visto pelos olhos de uma criança. No começo assustou seus pais mas acabou resolvendo alguns problemas o que levou a família se tornar mais forte.

“Eles não conseguiam acreditar que eu escrevi aquilo e mostrei a todos nossa “roupa suja. Desde então eu lanço muitas roupas sujas”
Agora ela sabe que por mais as musicas possam ser desconfortáveis pra ela ou para as pessoas mais próximas a ela, essas musicas podem servir de inspiração e conforto para os seus fãs.

Um dia durante a divulgação de Missundaztood em que ela estava triste, em constante desconforto por lembrar sempre suas dores quando falava de sua vida, no dia seguinte recebeu uma carta de uma garota que era suicida que não falava com seus pais há 7 anos.

“Ela escutava aquela musica e não tinha vontade de se matar e restabeleceu o contato com seus pais.” Diz Pink
“Foi quando eu percebi que é difícil, desconfortável muitas vezes, até mesmo chato, mas não vou mudar nunca, porque vale a pena para as pessoas. Eu não tenho prazer em falar de dor mas compartilho isso. É assim que cresço e aprendo. Eu aprendi muito sobre mim mesma através dos meus relacionamentos”.


Fonte: DailyTelegraph
Tradução: Nickisis

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